Como funciona a parcela fixa
A maioria dos empréstimos com parcela fixa — pessoal, consignado, estudantil, entre outros — usa o mesmo princípio: o valor emprestado, acrescido dos juros, é dividido em parcelas iguais ao longo do prazo. No início do contrato, uma parte maior de cada parcela é composta por juros sobre o saldo devedor, e essa proporção diminui aos poucos até a última parcela, quando quase tudo é amortização.
Fórmulas usadas
Parcela mensal: P = L × i ÷ (1 − (1 + i)^−n)
Valor máximo do empréstimo (a partir da parcela): L = P × (1 − (1 + i)^−n) ÷ i
Prazo necessário (a partir da parcela): n = −log(1 − L × i ÷ P) ÷ log(1 + i)
Onde L é o valor do empréstimo, i é a taxa de juros mensal (taxa anual dividida por 12 e por 100), n é o número de parcelas e P é o valor da parcela.
Exemplo prático
Um empréstimo de R$ 20 mil a 15% ao ano em 24 parcelas resulta em uma parcela mensal de aproximadamente R$ 970, totalizando cerca de R$ 23,3 mil pagos ao final — pouco mais de R$ 3,3 mil em juros. Se em vez disso você quisesse manter a parcela em R$ 1.000 com a mesma taxa e prazo, poderia pegar emprestado até aproximadamente R$ 20,6 mil, um pouco mais do que no exemplo anterior.
Por que a parcela mínima precisa cobrir os juros
Se a parcela escolhida for menor do que os juros gerados pelo saldo devedor no primeiro mês, o empréstimo nunca será quitado — o saldo devedor cresce a cada mês em vez de diminuir. Por isso, ao calcular o prazo necessário para uma parcela específica, é essencial que essa parcela seja maior do que o valor do empréstimo multiplicado pela taxa de juros mensal; caso contrário, não existe prazo que resolva a equação.
Prazo mais longo reduz a parcela, mas aumenta o total pago
Esticar o prazo de um empréstimo reduz o valor de cada parcela, o que pode ser necessário para caber no orçamento mensal, mas normalmente aumenta o total de juros pagos ao longo do contrato, porque o saldo devedor permanece maior por mais tempo, gerando mais juros acumulados. Vale sempre comparar o total pago em diferentes prazos antes de decidir, e não só o valor da parcela isoladamente.
O que a calculadora não considera
Esta simulação não inclui tarifas administrativas, IOF, seguros associados ao empréstimo, nem eventuais taxas de abertura de crédito cobradas por algumas instituições, que aumentam o custo efetivo total (CET) além da taxa de juros informada. Use os resultados como referência de planejamento, e confirme sempre o CET completo antes de contratar.