Calculadora de Financiamento de Veículo

Três formas de planejar a compra de um veículo financiado em um só lugar: a parcela fixa mensal, o valor máximo de carro que cabe no seu orçamento, e quanto tempo e juros você economiza pagando um valor extra por mês. Sem cadastro, resultado instantâneo.

Parcela do financiamento

valor financiado R$ 0,00
parcela mensal R$ 0,00
total de juros R$ 0,00

Valor máximo de veículo para o seu orçamento

valor financiável R$ 0,00
valor máximo de veículo R$ 0,00

Economia ao pagar um valor extra por mês

tempo economizado 0
juros economizados R$ 0,00

Como funciona a parcela fixa do financiamento de veículo

Assim como no financiamento imobiliário, o financiamento de veículo costuma usar parcelas fixas do início ao fim do contrato. No começo, uma fatia maior da parcela é composta por juros sobre o saldo devedor, e uma fatia menor amortiza o valor do carro. Essa proporção se inverte ao longo do prazo, mas como os financiamentos de veículo são mais curtos que os imobiliários (normalmente entre 24 e 60 meses), esse efeito é menos perceptível mês a mês.

Fórmulas usadas

Parcela mensal: P = L × i ÷ (1 − (1 + i)^−n)

Valor financiável (a partir da parcela desejada): L = parcela × (1 − (1 + i)^−n) ÷ i

Novo prazo com pagamento extra: n' = −log(1 − L × i ÷ (P + extra)) ÷ log(1 + i)

Onde L é o valor financiado, i é a taxa de juros mensal (taxa anual dividida por 12 e por 100), n é o número de parcelas em meses e P é a parcela original.

Exemplo prático

Um veículo de R$ 80 mil com R$ 20 mil de entrada resulta em um financiamento de R$ 60 mil. A 18% ao ano em 48 meses, a parcela mensal fica em torno de R$ 1.760, totalizando cerca de R$ 84,5 mil pagos ao final — ou seja, mais de R$ 24 mil só em juros. Essa é uma das razões pelas quais dar uma entrada maior costuma valer tanto a pena em financiamentos de veículo: as taxas de juros praticadas costumam ser bem mais altas do que as de financiamento imobiliário.

Por que as taxas de financiamento de veículo são mais altas

Diferente de um imóvel, um carro perde valor rapidamente com o uso e o tempo (deprecia), o que aumenta o risco para quem empresta o dinheiro caso o veículo precise ser retomado por falta de pagamento. Esse risco maior é uma das razões pelas quais as taxas de juros de financiamento de veículo costumam ser bem mais altas do que as de financiamento imobiliário, mesmo com prazos bem mais curtos.

O impacto real de um pagamento extra mensal

Como os juros de cada mês incidem sobre o saldo devedor daquele momento, qualquer valor extra pago reduz esse saldo imediatamente, e todos os meses seguintes passam a gerar menos juros. Em financiamentos com taxas mais altas, como os de veículo, esse efeito é ainda mais forte: um valor extra relativamente pequeno pode representar uma economia proporcionalmente maior do que a mesma estratégia aplicada a um financiamento imobiliário com taxa menor.

O que a calculadora não considera

Esta simulação não inclui seguro do veículo, IPVA, tarifas administrativas do banco, seguro prestamista, nem a depreciação do carro ao longo do tempo (que pode fazer o saldo devedor ultrapassar o valor de mercado do veículo em determinado momento do contrato). Use os resultados como referência de planejamento, e confirme as condições exatas com o banco ou a financeira antes de assinar o contrato.

Perguntas frequentes

Como calcular a parcela do financiamento de um veículo?

A parcela fixa é calculada a partir do valor financiado, da taxa de juros mensal e do número de parcelas, usando a fórmula de amortização constante.

Qual o valor máximo de carro que cabe no meu orçamento?

A partir da parcela que cabe no seu orçamento mensal, calcula-se o valor financiável e soma-se a entrada ou o valor da troca para achar o valor máximo de veículo.

Vale a pena pagar um valor extra na parcela do financiamento do carro?

Na maioria dos casos sim, e o efeito costuma ser ainda mais forte do que em financiamentos imobiliários, por causa das taxas de juros mais altas praticadas em veículos.