Calculadora de Financiamento Imobiliário

Três formas de planejar a compra de um imóvel financiado em um só lugar: a parcela fixa mensal, o valor máximo de imóvel que cabe na sua renda, e quanto tempo e juros você economiza pagando um valor extra por mês. Sem cadastro, resultado instantâneo.

Parcela do financiamento

valor financiado R$ 0,00
parcela mensal R$ 0,00
total de juros R$ 0,00

Valor máximo de imóvel para sua renda

valor financiável R$ 0,00
valor máximo de imóvel R$ 0,00

Economia ao pagar um valor extra por mês

tempo economizado 0
juros economizados R$ 0,00

Como funciona a parcela fixa (Tabela Price)

Na Tabela Price, o sistema de amortização mais comum em financiamentos imobiliários com parcela fixa, todas as parcelas têm o mesmo valor do início ao fim do contrato. No começo, a maior parte da parcela é composta por juros sobre o saldo devedor, e uma parte menor amortiza o principal. Com o tempo, essa proporção se inverte: as parcelas finais são compostas majoritariamente por amortização.

Fórmulas usadas

Parcela mensal: P = L × i ÷ (1 − (1 + i)^−n)

Valor financiável (a partir da renda): L = (renda × comprometimento ÷ 100) × (1 − (1 + i)^−n) ÷ i

Novo prazo com pagamento extra: n' = −log(1 − L × i ÷ (P + extra)) ÷ log(1 + i)

Onde L é o valor financiado, i é a taxa de juros mensal (taxa anual dividida por 12 e por 100), n é o número de parcelas e P é a parcela original.

Exemplo prático

Um imóvel de R$ 500 mil com R$ 100 mil de entrada resulta em um financiamento de R$ 400 mil. A 9% ao ano em 30 anos, a parcela mensal fica em torno de R$ 3.220, totalizando mais de R$ 1,16 milhão pagos ao final — a maior parte disso em juros, o que é normal em financiamentos de prazo longo com taxa de juros composta mês a mês sobre o saldo devedor.

Por que os bancos limitam a parcela a um percentual da renda

A maioria das instituições financeiras no Brasil não aprova financiamentos em que a parcela ultrapasse cerca de 30% da renda mensal comprovada do comprador. Esse limite existe para reduzir o risco de inadimplência, já que comprometer uma fatia grande demais da renda com uma única dívida de longo prazo deixa pouca margem para outras despesas e imprevistos.

O impacto real de um pagamento extra mensal

Como os juros de cada mês incidem sobre o saldo devedor daquele momento, qualquer valor extra pago reduz esse saldo imediatamente, e todos os meses seguintes passam a gerar menos juros. Esse efeito composto é o motivo pelo qual um valor extra relativamente pequeno, mantido de forma constante, pode encurtar o financiamento em vários anos e economizar uma quantia expressiva em juros ao longo do contrato.

O que a calculadora não considera

Esta simulação não inclui seguros obrigatórios (MIP e DFI), taxas administrativas, IOF, correção monetária do saldo devedor por índices como TR ou IPCA (comum em alguns contratos), nem a possibilidade de portabilidade de crédito para uma taxa menor. Use os resultados como uma referência de planejamento, e confirme as condições exatas diretamente com o banco ou a construtora.

Perguntas frequentes

Como calcular a parcela de um financiamento imobiliário?

Na Tabela Price, a parcela é fixa e calculada a partir do valor financiado, da taxa de juros mensal e do número total de parcelas, usando a fórmula de amortização constante.

Qual o valor máximo de imóvel que cabe na minha renda?

Bancos costumam limitar a parcela a cerca de 30% da renda mensal comprovada. A partir desse limite, calcula-se o valor financiável e soma-se a entrada disponível para achar o valor máximo de imóvel.

Vale a pena pagar um valor extra na parcela do financiamento?

Na maioria dos casos sim, porque reduz o saldo devedor mais rápido, encurtando o prazo e diminuindo o total de juros pagos.